Mostrar mensagens com a etiqueta listas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta listas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

QUE TAL QUATRO LIVROS PORTUGUESES IMPERDÍVEIS DE 2012 - EM VEZ DE DEZ, OU MESMO CINCO?

Consigo encontrar dez livros portugueses, de 2012, que tenha lido e possa recomendar, agora que estamos em mudança de ano?
A ideia, excelente, foi-me sugerida pelo meu amigo António.
O problema é que, ao longo de 2012, devo ter lido poucos livros publicados em 2012.

Mas «O Retorno», de Dulce Maria Cardoso, é um daqueles que tenho de recomendar muito vivamente; o tema do retorno, que é interessante - e carece já vivamente de historiadores e romancistas que se lhe entreguem, para além do inenarrável Magalhães - é aqui tratado com toda a sensibilidade. E se a visão é parcial, ainda bem: sinal de que se encarnou a perspectiva do jovem narrador, que não poderia ser mais ampla nem mais justa do que aquela.

Outro, naturalmente, é «O Teu Rosto Será o Último», do inesperado e magnífico João Ricardo Pedro. Não vale a pena dizer mais - o post que lhe dediquei é ainda recente.

«A Boneca de Kokoschka», de Afonso Cruz, é também um romance muito recomendável em que, ao contrário de outros da sua autoria [disseram-me, que não lhe li os anteriores...] não se perdem personagens pelo caminho da narração.

Clara Ferreira Alves compilou as suas últimas crónicas em «Estado de Guerra»: para quem, como eu, é leitor assíduo de A Pluma Caprichosa, a reunião destes textos desiguais tem um efeito perturbador. CFA escreve sempre muito bem e interpreta o mundo com uma cultura e uma inteligência ímpares, mas se é brilhante na descrição de personagens ou de situações caricaturais do nosso país, torna-se facilmente insuportável nas exaustivas narrações das suas viagens.
Não consigo chegar a 10 - queria pelo menos alcançar os 5. Falta-me um?
Bem. Não chego lá. Lamento.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

UM PUNHADO DE LIVROS DISPOSTOS À RODA DE MIM

Estou com mais do que um livro entre mãos. Ainda não acabei Um Par de Olhos Azuis. Iniciei Fome. Não resisti e comprei um outro, na fnac - cujo nome não sou capaz de referir de memória. Mas, entretanto, emprestaram-me um, de Domingos Monteiro: um romance, não um conto. (Só conhecia, de Monteiro, um punhado de contos). Chama-se O Caminho Para Lá e, de facto. prendeu-me. Os outros estão, momentaneamente suspensos. Por excelentes que sejam, aguardam - às vezes acontece-me isto: um certo livro impõe-se, exige uma relação de exclusividade, e eu comprometo-me.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A MINHA LISTA DE ALGUNS LIVROS (OS QUE ME OCORREM) LIDOS EM 2010



Meu amigo Vasconcelos acaba de engordar o grupinho de seguidores deste blogue. As minhas primeiras palavras são, pois: bem-vindo, António. Soube que o meu amigo tentou comentar - e o comentário não apareceu. Bem, não foi censura do blogue, que não possui qualquer dispositivo para seleccionar comentários. Contudo, acontece que tenho conhecimento (por um telefonema do próprio) do que A. V. me sugeria nesse comentário. Que apresentasse uma lista de uns quantos livros, de entre as minhas leituras do ano que finda, que me tivessem agradado especialmente. Começo por conduzi-los aqui, onde o homem do fraque apresenta a sua própria lista, com algumas sugestões que me ficam debaixo de olho. Quanto a mim. O livro que recomendaria em primeiro lugar é: de Cholokhov, O Don Tranquilo. (Só li o volume I de uma série deles, 4 0u 5). [O problema é que não consegui encontrá-lo nas livrarias. Nem encomendá-lo - estava esgotado, em qualquer uma das possíveis edições. Pessoalmente, fui buscá-lo ao depósito de uma biblioteca, de onde me chegou às mãos poeirento e de capa francamente danificada. Não posso, contudo, deixar de sugeri-lo, porque se um livro por que tanto se espera e se batalha, não decepciona quando por fim se alcança, é porque vale realmente a pena]. Chico Buarque, Leite Derramado Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem à Índia (para quem gosta de poesia: excelente) Ken Follett, Os Pilares da Terra (volumes I e II) George Orwell, Homenagem à Catalunha (tenho de falar aqui dele; é encantador na captação do espírito do catalão) Dostoievski, O Jogador José Saramago, As Intermitências da Morte. (Também gostei q.b. de A Viagem do Elefante e de Caim) Mario Vargas Llosa, A Cidade e os Cães Alguns policiais, sobretudo de autores nórdicos, que estão na moda. Por exemplo: Camilla Läckberg, A Princesa de Gelo E algumas releituras: Ferdinand Céline, Viagem ao Fim da Noite Joseph Conrad, O Coração das Trevas Ernest Hemingway, Por Quem os Sinos Dobram Mark Twain, Huckleberry Finn Uma boa festa, um bom ano e boas leituras.
Itálico

domingo, 24 de outubro de 2010

UM TRIO INVISÍVEL

Três livros invisíveis. Encontra-los-ão, porventura, em feiras, em alfarrabistas, na Wook.



O primeiro é o delicioso Contos de Gin Tónic, de Mário-Henrique Leiria.

Uma incursão pelo surrealismo, com alguns contos brevíssimos, quase meros haiku, inesquecíveis poemas (lembram-se da velha que comia ameixas?), outros menos breves, que marcarão, todos eles, definitivamente, o leitor que se aventure.




O segundo, Maus, comic de Art Spiegelman, em que o humor não é senão a capa que envolve uma história dolorosa, pode ser achado em inglês: mas a belíssima tradução portuguesa, da Difel, já não existe em nenhum lado.

Um Estranho Numa Terra Estranha, com o seu título perfeito,
impressionante e dramático, é o romance, que nunca esquecerei, de um marciano que, ao contrário de nós, terrestres, se concentra total e absolutamente em cada coisa que está fazendo num dado momento. Recordo particularmente a descrição de um beijo «trocado» com uma mulher terrestre e apaixonada, que nunca havia experimentado uma tão intensa experiência: naquele momento, para ele, só o beijo existe; sem distracções, sem lapsos, sem a menor forma de ausência: a íntegra entrega!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

OS IMPERDÍVEIS DA LÍNGUA PORTUGUESA: UMA LISTA PESSOAL (E PORVENTURA INTRANSMISSÍVEL)

Não é que, de outros autores, e mesmo destes, não houvesse mais e melhores possibilidades, diferentes «imperdíveis»: mas os livros que elenco são, para além dos meus predilectos, talvez um pouco menos divulgados do que a maioria das alternativas. (Isto explica que, gostando muito de Os Maias ou de O Primo Basílio, tenha preferido, de Eça, o prodigioso, mas menos aclamado, A Capital...)


A Lírica de Camões
Uma grande parte dos poemas de Bocage
Clepsydra, Camilo Pessanha
Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco
A Capital, Eça de Queirós
A Correspondência de Fradique Mendes, Eça de Queirós
Contos, Fialho de Almeida
Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
Angústia, Graciliano Ramos
O Livro do Desassossego, Bernardo Soares
A Tabacaria, Álvaro de Campos
Ode Triunfal, Álvaro de Campos
Mau Tempo no Canal, Vitorino Nemésio
Sinais de Fogo, Jorge de Sena
Aparição, Vergílio Ferreira
Um Amor Feliz, David Mourão-Ferreira
O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago
Ó, Nuno Ramos
Um Jogo Bastante Perigoso, Adília Lopes
Toda a Sophia
Últimos Poemas, Nuno Moraes
Dramaticamente Vestida de Negro, Fernanda Botelho
A Fenda Erótica, Hélia Correia
Contos de José Rodrigues Miguéis
As crónicas de António Lobo Antunes (mas nenhum livro dele em particular)
Os Degraus de Parnaso, M. S. Lourenço
Os Passos em Volta, Herberto Helder
Boca Bilingue, Ruy Belo
Quatro Últimas Canções, Vasco Graça Moura
Jerusalém, Gonçalo M. Tavares

Haveria outros? Pode ser. Não estão aqui? Bem, se calhar esqueci-me. Ou, se calhar, de facto, não os considerei imperdíveis. Ainda nos casos em que os aprecio...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

GOSTO DE LISTAS

No seu último livro, Livro de nome, José Luís Peixoto expõe a lista de títulos (em francês, o que, no contexto do romance, faz todo o sentido) que teriam constituído a educação literária de Sidonie, uma personagem:

Gigi, Colette
Le Rouge et le Noir, Stendhal
Le Dernier Jour d'un Condamné, Victor Hugo
La Montagne Magique, Thomas Mann
Lumière d'Août, William Faulkner
Madame Bovary, Flaubert
L'Éducation Sentimentale, Flaubert
Les Hauts de Hurle-Vent, Emily Brontë
Mrs. Dalloway, Virginia Woolf
Le Père Goriot, Balzac
L'Amant de Lady Chatterley, D. H. Lawrence
Les Aventures de Huckleberry Finn, Mark Twain
L'Étranger, Albert Camus
Bel-Ami, Maupassant
Les Frères Karamazov, Dostoievski
La Dame aux Camélias, Alexandre Dumas
Portrait de l'Artiste en Jeune Homme, James Joyce
La Philosophie dans le Boudoir, Sade
Frankenstein, Mary Shelley
Germinal, Zola
Paris est une Fête, Hemingway
Mémoires d'Hadrien, Marguerite Yourcenar
1984, George Orwell
Belle du Seigneur, Albert Cohen
Le Procès, Kafka
Voyage au Bout de la Nuit, Céline.

Admirável lista!